Caseiro de fazenda atravessa rio de trator durante estiagem intensa no Acre; VÍDEO
Homem atravessa rio de trator no interior do Acre O caseiro Everton Oliveira de 21 anos, atravessou de trator um trecho do Rio Muru, em Tarauacá, no interior d...
Homem atravessa rio de trator no interior do Acre O caseiro Everton Oliveira de 21 anos, atravessou de trator um trecho do Rio Muru, em Tarauacá, no interior do Acre, quando ia para a fazenda que trabalha na última quarta-feira (9) e registrou o momento. No vídeo, ele aparece dirigindo o trator pela água, enquanto o amigo, que estava montado em um cavalo, segue à frente. O percurso até a outra margem levou mais de três minutos. (Veja vídeo acima) Segundo a Defesa Civil Municipal, o manancial marca 3,63 metros na manhã desta sexta (11), no entanto, há percursos em que o manancial está mais baixo e, por isso, é possível a travessia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AC no WhatsApp Ao g1, Everton contou que a travessia faz parte da rotina de acesso à fazenda em que trabalha e que, todos os anos, espera o nível do rio baixar para conseguir passar com o trator. Ele costuma sair da cidade pelo ramal e atravessar o manancial em um ponto que fica próximo à propriedade. Everton atravessa de trator um trecho do Rio Muru, em Tarauacá, para chegar até a fazenda em que trabalha Reprodução “Todo ano a gente espera o rio dar uma baixada para passar com o trator. Como já deu uma baixada, a gente conseguiu essa semana”, contou. A passagem, porém, ainda não é suficiente para transportar cargas maiores até a fazenda. De acordo com ele, quando o rio fica mais seco, eles também aproveitam para levar ração e sacas de sal para os animais usando uma carroça. “Quando ele seca mais a gente desce com a carroça e embarca as coisas. Mas ainda não está num período bom de fazer a travessia com esses produtos porque está meio fundo”, afirmou. LEIA MAIS: Para driblar calor intenso, professor coloca barra de gelo em caixa d’água no Acre; veja VÍDEO VÍDEO: Indígenas encontram sucuri de mais de 2 metros durante banho em açude no Acre El Niño deste ano deve superar o anterior, que foi o mais forte em 7 décadas no Acre Everton explicou também que o nível do Muru não baixa da mesma forma todos os anos. Há períodos em que o rio seca bastante, mas também anos em que a água não recua tanto. Everton atravessa de trator um trecho do Rio Muru, em Tarauacá, para chegar até a fazenda em que trabalha Arquivo pessoal “Não é tão comum ficar baixo assim, porque tem ano que não baixa totalmente assim, mas tem épocas que seca bastante, então depende muito. Alguns trechos são mais secos que outros”, disse. Ainda de acordo com Everton, quando o rio está cheio e a passagem por dentro da água não é possível, a alternativa é usar embarcação ou uma balsa. Estiagem Segundo o coordenador da Defesa Civil de Tarauacá, Leandro Simões, o município tem registrado chuvas rápidas e curtas. Para esta sexta por exemplo, a previsão indicada pelo órgão era de 38% de possibilidade de chuva. ''A região passa por um período de estiagem e a previsão é de que o nível do rio ainda possa baixar um pouco mais. Ainda não atingimos o pico do verão'', explicou. Apesar da estiagem, o órgão informou que os números de queimadas estão dentro da média esperada para o período e que não há, no momento, grandes alertas relacionados aos focos de incêndio. El Niño deve ser mais forte e com aumento de seca e calor extremo no Acre ☀️Ondas de calor e El Niño O calor deve continuar sendo um dos principais destaques dos próximos meses em diferentes regiões do país. Uma análise do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) aponta possibilidade de pelo menos seis ondas de calor no Brasil nos próximos meses. O número pode ser ainda maior, já que, durante o último El Niño, foram registradas nove ondas de calor. O fenômeno é diferente de um dia isoladamente quente. Para ser considerada uma onda de calor, a situação precisa persistir por pelo menos três dias consecutivos, com temperaturas máximas e mínimas excepcionalmente acima do normal. A análise considera um histórico de 47 anos de registros de temperatura e períodos de ocorrência do El Niño. A previsão indica a possibilidade de um episódio de forte intensidade, com efeitos diferentes entre as regiões do país, mas com um ponto em comum: a persistência de temperaturas elevadas. VÍDEOS: g1